CPV e CMV: veja como aplicar na sua confeitaria

Para quem empreende em confeitaria, especialmente microempreendedoras que produzem em casa ou em pequenos ateliês, entender os indicadores CPV e CMV e dominar os custos é tão importante quanto dominar as receitas.

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Saber exatamente quanto custa cada bolo, doce ou sobremesa é o que permite precificar com segurança e aumentar o lucro do negócio.

Nesse contexto, dois indicadores merecem atenção: o CPV (Custo do Produto Vendido) e o CMV (Custo da Mercadoria Vendida). Mesmo parecidos, eles são usados em situações diferentes e ajudam a entender a real saúde financeira da produção.

Entendendo o conceito de CMV e CPV na confeitaria

Conceitos essenciais: onde entra o CPV e onde entra o CMV O CPV (Custo do Produto Vendido) é um dos indicadores mais importantes para microempreendedoras de pequenas confeitarias, pois considera todo o processo de transformação dos ingredientes em um produto final. Já o CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é típico de negócios que compram produtos prontos para revender. 

Na prática, o CPV é o custo direto de tudo aquilo que você produz, isso vai desde os ingredientes principais até os pequenos itens que muitas vezes podem passar despercebidos, como confeitos, papel manteiga ou fitas de embalagem.

Apesar de terem finalidades diferentes, os dois indicadores mostram a mesma coisa: o custo real de entregar o produto ao cliente. Entender isso permite analisar melhor as margens, revisar preços e garantir que o negócio opere e cresça de forma saudável.

Faça e Venda: como o CPV influencia sua margem e lucratividade

Para pequenas confeitarias, o CPV não é apenas um cálculo técnico: é um guia que ajuda muito na tomada de decisão. Quando o CPV pesa muito em relação ao preço de venda, a margem de contribuição diminui. Isso significa que sobra menos dinheiro para pagar contas, reinvestir no negócio ou gerar lucro.

No entanto, o ponto ideal varia de uma empresa para outra. Existem negócios que operam com CPV mais baixo e outros com CPV mais alto, e ambos podem ser lucrativos desde que haja coerência entre preço, estrutura de custos e posicionamento.

Pensando nisso, a gestão eficiente do CPV passa por decisões como:

  • negociar melhor com fornecedores
  • ajustar porções e gramaturas
  • melhorar o rendimento das receitas
  • revisar embalagens e outros insumos
  • treinar quem ajuda na produção

Quanto mais controlado e transparente for o CPV, melhor será o desempenho financeiro da confeitaria.

Confira o passo a passo para calcular seu CPV na prática

Calcular o CPV exige atenção aos detalhes, mas o processo é simples. Basta listar tudo o que é consumido para produzir um único item. Em uma confeitaria, isso inclui:

  • consumo direto de gás ou energia no preparo
  • embalagens, fitas, etiquetas, lacres e bandejas decorativas
  • ingredientes principais (farinha, açúcar, ovos, manteiga, chocolate)
  • itens de sabor e decoração (recheios, coberturas, granulados, toppers)

Somando esses elementos, você obtém o custo total da receita. Depois, para entender a relação desse custo com o preço cobrado, utiliza-se a fórmula de cálculo básico: 

Como fazer o cálculo do CPV com Mococa?

Para começar o cálculo, você deve somar os valores dos ingredientes, dos custos de energia e demais itens que utiliza na transformação do seu produto final, e dividir o total por cada porção. A partir daí, teremos o valor do CPV.

Custo do Produto Vendido (CPV): R$ 0,68 (para 1 potinho de 30g de Brigadeiro de colher)

Preço de Venda estipulado: R$ 3,00

CMV (%) = (Custo ÷ Preço de Venda) × 100

CMV (%) = (R$ 0,68 ÷ R$ 3,00) × 100

CMV (%) = 0,2267 × 100

CMV (%) = 22,67 %

Portanto, o CMV é de aproximadamente 22,67% para uma unidade de brigadeiro de colher de 30g. Isso significa que, para cada R$3,00 de venda, R$0,68 é o custo do produto e R$ 2,32 é a margem bruta, sem custos e impostos. Para obter o lucro real, é preciso subtrair da margem bruta (R$ 2,32) o seu valor de impostos e custos fixos, que varia de negócio a negócio (por exemplo: a depender do município, etc.).

Dominar o CPV, em especial, é dominar as bases financeiras que Para finalizar, quando esses números entram na rotina e a utilização desses indicadores fica mais clara, as decisões também ficam mais estratégicas, os preços mais justos e os resultados mais consistentes. Dominar o CPV, em especial, é dominar as bases financeiras que sustentam o crescimento de uma pequena confeitaria.

Agora que você já sabe fazer os cálculos de CPV e CMV, confira dicas de como encantar o seu cliente:
https://www.mococa.com.br/experiencia-do-cliente-encantar/

Nossa história

1919

Dona Izabel Barretto cria a fábrica Mococa, ainda de produção artesanal de manteiga.

1919

Dona Izabel Barretto cria a fábrica Mococa, ainda de produção artesanal de manteiga.

1930

Iniciou-se a produção da manteiga em escala industrial.

1930

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1947

Pioneirismo: primeira máquina suíça de empacotar na indústria nacional.

1947

Pioneirismo: primeira máquina suíça de empacotar na indústria nacional.

1950

Mais uma fábrica

Inauguração de uma nova fábrica em Mococa que até hoje funciona no mesmo endereço.

1950

Mais uma fábrica

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1956

A Primeira do Brasil a produzir leite em pó.

1956

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1968

Vanguarda
Leite Concentrado em embalagem Tetra Brik

1968

Vanguarda
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1977

Sucesso nas mesas
Com tecnologia alemã, a fábrica produzia 1.800 toneladas por mês. Talvez o primeiro pudim de leite que você saboreou tenha sido feito com o novíssimo Leite Condensado Mococa, introduzido de forma pioneira no mercado em 1975.

1977

Sucesso nas mesas
Com tecnologia alemã, a fábrica produzia 1.800 toneladas por mês. Talvez o primeiro pudim de leite que você saboreou tenha sido feito com o novíssimo Leite Condensado Mococa, introduzido de forma pioneira no mercado em 1975.

1980

Acompanhando a necessidade de inovação e as mudanças de hábitos de consumo, a Mococa inicia a produção de uma série de novos produtos como achocolatados instantâneos com vitaminas e misturas lácteas em pó à base de café.

1980

Acompanhando a necessidade de inovação e as mudanças de hábitos de consumo, a Mococa inicia a produção de uma série de novos produtos como achocolatados instantâneos com vitaminas e misturas lácteas em pó à base de café.

1985

Primeira empresa no Brasil a adotar o Leite Condensado em embalagem Tetra Pak.
O sucesso comprovado leva outro produto para dentro da caixinha: Creme de Leite Tradicional em embalagem Tetra Pak. O know-how do campo vai além da matéria-prima leite. A Mococa diversifica sua linha de produtos e inaugura em Arceburgo (MG) uma fábrica de produtos derivados de cereais, com modernos equipamentos nacionais e importados.

1985

Primeira empresa no Brasil a adotar o Leite Condensado em embalagem Tetra Pak.
O sucesso comprovado leva outro produto para dentro da caixinha: Creme de Leite Tradicional em embalagem Tetra Pak. O know-how do campo vai além da matéria-prima leite. A Mococa diversifica sua linha de produtos e inaugura em Arceburgo (MG) uma fábrica de produtos derivados de cereais, com modernos equipamentos nacionais e importados.

1990

Exportação
Mococa conquista mercado internacional.

1990

Exportação
Mococa conquista mercado internacional.

1992

O leite vira Doce de Leite, e finalmente temos uma Farinha Láctea 100% nacional.

1992

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1995

Nova linha de produtos com cereais
Começou a produzir mingaus, farinha láctea e achocolatado. Mudou a razão social para MOCOCA S/A PRODUTOS ALIMENTÍCIOS.

1995

Nova linha de produtos com cereais
Começou a produzir mingaus, farinha láctea e achocolatado. Mudou a razão social para MOCOCA S/A PRODUTOS ALIMENTÍCIOS.

1999

A empresa é adquirida pelo Grupo Royal Numico, de origem de capital holandês, que há mais de 100 anos desenvolve, fabrica e comercializa produtos para diversas áreas da nutrição humana.

1999

A empresa é adquirida pelo Grupo Royal Numico, de origem de capital holandês, que há mais de 100 anos desenvolve, fabrica e comercializa produtos para diversas áreas da nutrição humana.

2003

Nova direção
Mococa volta a ser uma indústria brasileira.

2003

Nova direção
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2008

Renovação
Inicia-se uma fase de renovação da marca e embalagens.

2008

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2011

De volta ao mercado
A volta do Leite e o lançamento do Leite UHT em embalagem Tetra Pak são sucesso.

2011

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2012

Resgate da Tradição
Veiculação da nova campanha na TV, rádio, revistas e outdoor.

2012

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2013

Inovação tecnológica
Modernização dos parques fabris, melhorando eficiência e produtividade.

Novas Exportações
Exportação para alguns países da América Latina, Central, Estados Unidos e África.

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Novas Exportações
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2014

Embalagem especial
Embalagem homenageando nossos produtores de leite.

2014

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2016

Novo Visual
A Vaquinha Mococa é reformulada!

2016

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